“O mais profundo é a pele” exposição sobre a tatuagem em Lisboa

O Museu do Design e da  Moda (MUDE) de Lisboa apresenta as tatuagens  do Instituto de Medicina Legal

“O mais profundo é a pele” é uma interessante exposição que nasce da colecção de pele humana tatuada, datada de entre 1910 e 1940, tutelada pelo Instituto de Medicina Legal e Ciências Forenses (IMLCF) de Lisboa. A mostra  aborda, desde um ponto de vista artístico e sociológico, um amplo panorama das tatuagens da Lisboa do início do século XIX.

Com  curadoria de Catarina Pombo Nabais, coordenadora do SAP LAB (Laboratório de Ciência, Arte e Filosofia) do Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa (CFCUL), e do Dr. Carlos Branco (INMLCF),  “O mais profundo é a pele” é composta de amplio material fotográfico sobre os arquivos de desenhos, relatórios, etc. de tatuagens da  época, mas o que mais surpreende da exposição, são as 6 dezenas de frascos que contêm pele auténtica tatuada, expostas nas vitrines.

O mais profundo é a pele, exposición MUDE

Foto Diana Quintela/ Global Imagens

a tatuagem na lisboa do século xix

Uma teoria científica do século XIX  afirmava que os individuos que se tatuavam tinham uma predisposição natural para cometer crimes. Segundo o médico Carlos Branco (doutorando sobre o tema), essa é a razão pela qual começou esta colecção de pele tatuada e os seus desenhos, na delegação sul do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciência Forense de Lisboa.

A tatuagem estava muito ligada  ao universo da marginalidade e do crime dos bairros típicos e do Fado, que segundo Bárbara Coutinho, directora do museu, é uma das coisas que  ‘O mais profundo é a pele’ tenta mostrar; a maneira na que as tatuagens da época estão relacionadas com esse lado bohemio e nocturno da rua e das casas de fado.

O mais profundo é a pele, exposición MUDE

Foto Diana Quintela/ Global Imagens

Normalmente, os homens que se tatuavam tinham profissões pouco qualificadas como sapateiros, funileiros, etc., e as mulheres quase sempre eram meretrizes. A ligação entre a tatuagem e a prostituição era muito grande, segundo Catarina Pombo Nabais e, frequentemente, elas tatuavam-se o nome do homem que  “vivia delas”.

Para Carlos Branco, embora esta colecção de tatuagens não seja a única no mundo, tem uma particularidade que a faz especial desde um ponto de vista museológico;  é o facto de ser uma colecção documentada.

¿Quando E onde ver “O mais profundo é a pele”?

A exposição começa no dia 30 de março e pode ser vista no  Palacio  Pombal (Rua de O Século 79). O edifício original do museu, situado na Rua Augusta, está encerrado ao público por obras

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