Exposição: “Frida Kahlo – as suas fotografias” no Porto

A exposição “Frida Kahlo – as suas fotografias”, chega pela primeira vez a Porto depois de ter sido apresentada em 15 cidades do mundo. É composta por 241 fotografias que retratam momentos importantes e íntimos da sua vida pessoal.

A exposição  foi montada a partir de un arquivo formado por um conjunto de mais de 6 mil fotografias, realizadas por importantes fotógrafos do século XX, que esteve durante décadas encerrado na Casa Azul (residência da pintora e actual Museu Frida Kahlo).

Este é um arquivo que, conjuntamente com outros dos seus objetos pessoais – desenhos, cartas, vestidos – foi mantido pelo marido da pintora, Diego Rivera, tras a morte dela.

Baixo a direcção de Hilda Trujillo Soto, directora do Museu Frida Kahlo, e baixo a curadoria de Pablo Ortiz Monasterio, esta exposição está temáticamente dividida em seis secções: ‘As Origens’, ‘A Casa Azul’, ‘Politica, Revoluções e Diego’, ‘O Corpo Acidentado’, ‘Os Amores’ e ‘Fotografia’. Inclui também um documentário de 54 minutos sobre a vida de Frida Kahlo.

Desde muito jovem, Frida manteve uma relação especial com o meio fotográfico, já que seu o avô e o seu pai, Guillermo Kahlo, eram fotógrafos profissionais.
À frente ou atrás da câmara, Frida soube criar uma personalidade forte. Nos retratos atirados por o seu pai, nota-se um surpreendente conhecimento dos seus melhores ângulos e poses.

Frida Kahlo

O olhar fixo na objectiva é a imagem que refletir-se-á nos seus quadros e nas fotografias que lhe fizeram grandes fotógrafos do século XX, como Imogen Cunningham, Edward Weston, Man Ray, Martin Munkácsi e Lola Álvarez Bravo.

“Frida Kahlo –as suas fotografias”, dá-nos a oportunidade de conhecer melhor a artista. As 241 fotografias agora apresentadas se preservaram graças ao amor de Frida Kahlo pela arte fotográfica. Frida cuidou delas e as trabalhou-as – colorindo-as, imprimindo-lhes beijos, recortando-as ou inscrevendo-lhes pensamentos.

Estas fotografias refletem a intimidade e os interesses da pintora ao longo da sua vida atribulada: a família, o fascínio por Diego Rivera, o seu marido, os múltiplos amores, os amigos e alguns inimigos, o corpo acidentado e a ciência médica, a luta política e a arte, os índios e o passado prehispánico, e a paixão por México e pelo seu povo.

A sua vida esteve marcada por uma série de doenças, acidentes e operações que fizeram a sua condição física frágil e dolorosa, o que propiciou a sua dedicação à pintura. As suas obras eram, assim, fortemente marcadas pelos seus problemas de saúde, mas também por outras experiências importantes da sua vida pessoal, como as relacionadas com a sua família, o seu marido, os seus vários amores e a sua luta política.

Mas a importância de Frida estende-se para lá da sua arte. A sua personalidade, o seu estilo de vida e as suas convicções ideológicas e políticas fizeram-na num ícone reconhecido por todo mundo. É um símbolo de libertação e resistência, uma inspiração para os movimentos socialistas e feministas que lhe seguiram.

A exposição poderá ser visitada até ao dia 4 de novembro no Centro de Fotografia português de Porto. Parte dos benefícios obtidos pela venda das entradas irão à Associação Salvador, que apoia a integração social e a melhoria das condições de vida de pessoas com deficiências motoras.

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