Exposição de Filipa César en San Sebastián

A artista e cineasta portuguesa Filipa César (Porto, 1975) apresenta a exposição “Algoritmos de Algodão” no espaço Tabakalera de San Sebastián. Uma seleção de trabalhos de uma das mais importantes representantes da arte contemporânea em Portugal que pode ser visitada até 16 de Fevereiro de 2020.

O título da exposição refere-se à intenção da artista de explorar o espaço comum compartilhado pelas tecnologias analógicas e digitais no domínio colonial. César coloca o seu foco nos aspectos fictícios do documentário. O seu interesse pelo passado colonial de Portugal levou-a a interrogar-se sobre a capacidade das narrativas históricas de influenciar a consciência humana. A artista tem vindo a pesquisar desde 2011 as origens do cinema do “Movimento de Libertação Africana” na Guiné-Bissau, antiga colônia de Portugal, como um laboratório de resistência às narrativas dominantes.

O interesse de Filipa César pela Guiné-Bissau remonta a uma idade precoce. Já nas suas primeiras viagens, César começou a desvendar a origem do cinema neste país e, especialmente, a existência de um arquivo audiovisual que estava gravemente deteriorado.

Em 2011, Filipa Cesár embarcou em um projeto chamado “Luta ca caba inda” (“A Luta Ainda Não Acabou”), que traça um tour pelas origens e promessas do cinema ativista na Guiné-Bissau através de seu arquivo, e culmina com seu primeiro longa-metragem , “Spell Reel” (2017), que pode ser visto no MOMA em Nova York em 2017.

exposição “Algoritmos de Algodão” acolhe, entre outros, o seu mais recente projecto, “Looming Crioulo”, o trabalho central desta exposição e que foi produzido entre a Haus der Kulturen der Welt, em Berlim, o Museu Calouste Gulbenkian em Lisboa e Tabakalera em Donostia / San Sebastian.  É uma instalação e um ensaio cinematográfico em que o artista relaciona as línguas crioulas e técnicas de tricô na Guiné-Bissau e nos mostra os códigos de subversão que estão por trás deles.

A exposição é acolhe também duas obras audiovisuais anteriores: “A Embaixada” (2011) e “Cacheu” (2012).

Mais informação em Tabakalera.eu.

Filipa César

Filipa César é uma artista e cineasta portuguesa que vive em Berlim. Está interessada nas fronteiras entre a imagem em movimento e a sua recepção, a dimensão ficcional do documentário e da economia, política e poética inerentes à prática cinematográfica. O seu trabalho também usa o meio para expôr narrativas de resistência ao historicismo. Foi uma das participantes dos projetos de pesquisa Living Archive (2011-13) e Visionary Archive (2013-15), ambos organizados pelo Arsenal – Institute for Film and Video Art, em Berlim. Nos últimos anos participou nos seguintes festivais: Kurzfilmtage Oberhausen, 2013-16; Curtas Vila do Conde, 2012-2015; Fórum Expandido – Berlinale, 2013-2016; IFFR, Roterdão, 2010, 2013 e 2015, bem como diferentes exposições e exibições: Haus der Kulturen der Welt, Berlim, 2011-2015; Kunstwerke, Berlim, 2013; Futura, Praga 2015; Tensta Konsthall, 2015.

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